Pernambuco

Área 98.311km²
(1,2% do território nacional)
Habitantes 8.413.593
(4,6% da população nacional)
Capital Recife

Pernambuco

Recife, Olinda e região

Capital mais antiga do país, fundada em 1537, Recife é chamada de Veneza Brasileira por ter muitos rios e pontes em sua paisagem urbana. Berço de ritmos musicais como o frevo, o forró e o maracatu, a cidade é reconhecida como um dos mais importantes centros de produção artística e cultural do Brasil.

O povoamento começou com soldados, marinheiros, pescadores e trabalhadores da cana-de-açúcar que não podiam morar na vizinha Olinda, onde vivia a aristocracia da época. A vila cresceu lentamente até o surto de progresso no período de domínio holandês, entre 1630 e 1654, marcado por melhoramentos urbanos e efervescência cultural, com o desembarque de cientistas e artistas europeus chamados por Maurício de Nassau. Hoje a população é de 1,5 milhão de habitantes, a nona maior do país.

O clima sempre quente é um convite para atividades ao ar livre durante todo o ano. Locais como a praia de Boa Viagem, um dos cartões-postais da cidade, oferecem atrações dia e noite. A presença constante de turistas contribuiu para o desenvolvimento de uma boa infra-estrutura hoteleira e gastronômica. Nos últimos anos, a capital pernambucana ganhou importância também como pólo de turismo de negócios.

Bem ao lado de Recife fica Olinda, declarada Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade pela Unesco em 1982. Suas ladeiras tomadas por casarões coloniais e igrejas barrocas são o palco de um dos carnavais mais animados e criativos do país, com centenas de blocos e seus célebres bonecos gigantes.

Os arredores de Recife e Olinda oferecem muitos outros atrativos ao visitante, como a beleza das praias de Goiana, da Ilha de Itamaracá e de Paulista – com destaque para a famosa Maria Farinha –, as construções antigas de Igarassu, o clima de montanha de Gravatá e a festa junina de Caruaru, cidade que respira cultura.

Recife, Olinda e região

Principais Atrativos

RECIFE

Praia de Boa Viagem

A mais conhecida praia da capital pernambucana é urbanizada, com águas transparentes e piscinas naturais. Tem vida noturna agitada, com bares, restaurantes e danceterias.

Conjunto arquitetônico

O bairro do Recife Antigo abriga importante patrimônio histórico e arquitetônico. Entre os destaques estão a Igreja do Pilar, Igreja e Convento da Madre de Deus, Teatro Rua do Apolo, Estação do Brum e Forte do Brum, sede de um museu militar.

Bairros de Santo Antônio e São José

No bairro de Santo Antônio fica o Casario de Apipucos, composto de casas altas e conjunto arquitetônico do Século XIX. Os dois bairros reúnem ao todo 24 construções de valor histórico e cultural.

Poço da Panela

Bairro tradicional de Recife, abriga casario do Século XIX e construções como a Igreja Barroca de Nossa Senhora da Saúde, o monumento a José Mariano e a casa onde reside o escritor Ariano Suassuna, autor de Auto da Compadecida, um dos maiores expoentes da cultura nordestina.

Museu da Cidade (Forte das Cinco Pontas)

Construído com cinco pontas pelos holandeses em 1630, o forte foi reconstruído pelos portugueses meio século depois, desta vez com quatro pontas. Hoje abriga um museu com pinturas e fotografias da antiga Recife, além de louças, azulejos e outras peças. Praça das Cinco Pontas, São José. Terça a sexta, 9h às 18h; sábado e domingo, 13h às 17h.

Centro Cultural Judaico

Funciona na sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas, construída no Século XVII, durante o período de dominação holandesa. Organiza exposições sobre a história e a cultura judaicas. Rua do Bom Jesus, 197, Recife Antigo. Terça a sexta, 9h às 12h e 14h às 17h.

Capela Dourada

Construída em estilo barroco entre os séculos XVII e XVIII, tem altar folheado a ouro e pinturas no teto e nas paredes, além de painéis de azulejos portugueses. É parte de um conjunto que inclui o Convento de Santo Antônio (Século XVII), a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco (já no início do Século XIX) e o Museu de Arte Sacra. Rua do Imperador, Santo Antônio. Terça a sexta, 8h às 11h30 e 14h às 17h; sábado, 8h às 11h.

Basílica de Nossa Senhora da Penha

Construída em meados do século XIX. Às sextas, a igreja recebe muitos fiéis para a bênção de São Félix. Praça Dom Vital, São José. Terça a sexta, 7h30 às 11h; sábado, 15h às 17h; domingo, 8h às 9h. Matriz de Santo Antônio Igreja em estilo barroco, construída no fim do Século XVIII no local em que ficava a casa de pólvora dos holandeses. Praça da Independência, Santo Antônio. Segunda a sexta, 8h às 12h e 14h às 18h; sábado e domingo, 8h às 12h.

Teatro de Santa Isabel

Inaugurado em 1850, é o teatro mais antigo em funcionamento na América Latina. Reformado pela última vez em 2002, o prédio em estilo neoclássico é um dos 14 teatros tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Praça da República, s/ n°. Segunda a sexta, das 14 às 17h.

Casa da Cultura

A antiga Casa de Detenção, erguida em 1850, passou a abrigar na década de 1970 lojas de artesanato regional, uma em cada cela. O visitante encontra desde esculturas de barro até comida típica. Rua Floriano Peixoto, s/ n°, Santo Antônio. Segunda a sexta, 9h às 19h; sábado, 9h às 18h; domingo, 10h às 15h.

Mercado de São José

Inaugurado em 1875 com estrutura pré-fabricada em ferro, importada da Europa, seguiu o modelo do Mercado de Genelle, na França. Além de grande variedade de gêneros alimentícios, há boxes especializados em artesanato. Praça Dom Vital, s/ n°, São José. Segunda a sábado, 6h às 17h; domingo, 6h às 12h.

Espaço Ciência

Um dos maiores museus interativos de divulgação cientifica do país, com 120 mil m², está localizado próximo ao mar e a um manguezal natural. Possui dois observatórios astronômicos – um na Torre Malakoff, no bairro do Recife Antigo, e outro no Alto da Sé, Olinda. Complexo de Salgadinho, s/ n°, Parque 2. Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h; sábado e domingo, das 13h30 às 17h.

Fundação Gilberto Freyre

O espaço está instalado na casa do Século XIX em que viveu o sociólogo e escritor Gilberto Freyre (1900-1987), autor de Casa-Grande e Senzala. O acervo é composto por livros, quadros, pinturas, esculturas e objetos pessoais de Freyre. Rua Dois Irmãos, 320, Apipucos. Segunda a sexta, 9h às 17h.

Instituto Ricardo Brennand

Guarda acervo de obras de arte adquiridas ao longo de meio século pelo colecionador Ricardo Brennand, que vão desde a Europa medieval do Século XV até o Brasil do Século XIX. Um dos destaques é a maior coleção privada de obras do pintor holandês Frans Post. A réplica de castelo medieval que abriga o Instituto tem também museu e biblioteca. Alameda Antônio Brennand, s/ n°, Várzea. Terça a domingo, 13h às 17h.

OLINDA

Basílica e Mosteiro de São Bento

O conjunto foi erguido no Século XVI em estilo barroco. A igreja tem a sacristia mais rica de Olinda, altar com 14 m de altura folheado a ouro e painéis que retratam a vida de São Bento. Rua de São Bento, s/ n°, Varadouro. Diariamente, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h.

Forte de São Francisco

Conhecido também como Fortim do Queijo, é o mais antigo da cidade. Por suas condições geográficas, a região de Olinda era alvo fácil para possíveis ataques. A partir do Século XVII, foram construídas fortalezas para defender a cidade e os arredores. Depois de passar por uma fase de pré-ruína, o forte foi restaurado em 1977. Rua do Sol, Carmo. Diariamente, das 9h às 18h.

Observatório Meteorológico e Mirante do Alto da Sé

Foi no Observatório Meteorológico de Olinda que o francês Emmanuel Liais tornou-se o primeiro – e até hoje único – astrônomo a descobrir um cometa no Brasil, em 1860. O cometa foi batizado com o nome de seu descobridor, como é praxe, mas passou a ser conhecido também como Cometa de Olinda. Ao lado do Observatório estão o Largo da Igreja da Sé e o Mirante do Alto da Sé, com vista que inclui o casario e as igrejas da Cidade Alta. O mirante também oferece vista do Porto, do centro de Recife e da praia de Ponta D'el Chifre. Rua Bispo Coutinho, s/ n°, Alto da Sé. Segunda a sábado, das 9h às 19h.

Bicas de Olinda

Olinda possui três bicas do Século XVI tombadas pelo Patrimônio Histórico: a de São Pedro – única ainda em funcionamento –, a dos Quatro Cantos e a do Rosário. Rua Henrique Dias, no Varadouro (São Pedro), rua do Amparo (Quatro Cantos) e Largo do Rosário, no Bonsucesso (Rosário).

Mercado da Ribeira

Erguido no fim do Século XVII, tem características arquitetônicas do Brasil colonial. Recentemente restaurado, o Mercado abriga ateliês de artesanato, gravuras e pinturas. Rua Bernardo Vieira de Melo, s/ n°, Ribeira. Diariamente, das 8h30 às 18h30.

Mercado Eufrásio Barbosa

Tradicional fábrica de doces do Século XIX, em 1979 foi desapropriada pela Prefeitura de Olinda e reformada para abrigar o Mercado e o Teatro Fernando Santa Cruz. Praça do Varadouro, s/ n°, Varadouro. Segunda a sábado, das 7h às 18h. As lojas de artesanato abrem às 9h.

Museu de Arte Contemporânea

O museu está instalado em um prédio do Século XVIII que serviu de cárcere da Diocese para acusados de crime contra a religião católica. Fazem parte do acervo permanente coleções completas de Portinari, Assis Chateaubriand, Abelardo Rodrigues, Dorian Gray Caldas e Vicente do Rego Monteiro, entre outros. Rua 13 de Maio, 149, Varadouro. Terça a sexta, das 8h às 18h; sábado e domingo, das 14h às 17h30.

Museu do Mamulengo

Conhecido também como Espaço Tiridá, guarda 1,5 mil bonecos articulados feitos de pano e madeira, usados no teatro popular da região. Alguns dos bonecos são do Século XVIII. Possui auditório, salas para mostras e biblioteca. Rua de São Bento, 344. Terça a domingo, das 9h às 17h.

Museu Regional de Olinda

Instalado num sobrado do Século XVIII, guarda imagens, painéis e objetos de arte sacra, incluindo um antigo altar da Sé de Olinda. Rua do Amparo, 128, Amparo. Terça a sexta, das 9h às 12h30 e 14h às 17h.

Palácio dos Governadores

O prédio setecentista já teve vários usos: Paço da Assembléia Constituinte e Legislativa da Confederação do Equador, sede dos Cursos Jurídicos de Pernambuco, Teatro, Fórum Municipal e Colégio Arquidiocesano de Olinda. Hoje abriga o Poder Executivo da cidade. Rua de São Bento, 123, Varadouro. Segunda a sexta, das 8h às 18h.

Museu de Arte Sacra

Construído em 1676 e reformado no Século XIX, é um dos prédios mais antigos de Olinda. Abrigou a antiga Casa da Câmara do Senado de Olinda e o Palácio Arquiepiscopal. As mostras seguem o calendário religioso. Rua Bispo Coutinho, 726, Alto da Sé. Terça a sexta, 8h às 12h e 14h às 18h; sábado e domingo, 14h às 17h30.

Igreja do Rosário dos Homens Pretos de Olinda

Construída no Século XVII para hospedar os missionários responsáveis pela catequese dos índios, leva este nome por ter abrigado uma irmandade exclusivamente negra. Largo do Bonsucesso, 45, Bonsucesso. Segunda a sexta, das 9h às 11h; sábado, das 10h às 21h.

Igreja de São Salvador do Mundo

Erguida em 1540 em madeira e taipa, foi incendiada durante a invasão holandesa. Reconstruída em alvenaria, abrigou o bispado de Olinda por mais de um século. Alto da Sé. Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 17h.

Igreja e Convento de Santa Tereza

Construídos em 1660 em estilo barroco, a Igreja e o Convento de Santa Tereza abrigaram as Carmelitas Descalças até 1831. Hoje, funcionam como escola e orfanato. Avenida Olinda, 570 A, Santa Tereza. Segunda a sábado, das 9h às 12h.

Igreja e Convento de Nossa Senhora da Conceição

Um dos conventos mais antigos do país, guarda a imagem barroca de Nossa Senhora da Conceição. Largo da Misericórdia, s/ n°, Alto da Sé. Segunda a sexta, das 8h às 11h e da 14h às 16h.

Convento de São Francisco

Primeiro convento da ordem franciscana a ser construído no Brasil, em 1585. O conjunto inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves (Século XVI), a Capela de Santana (Século XVIII) e a Capela de São Roque (Século XIX). Ladeira de São Francisco, 280, Carmo. Segunda a sexta, das 7h às 11h30 e das 14h às 17h; sábado, 7h às 12h.

Seminário de Olinda e Igreja de Nossa Senhora da Graça

A igreja e o seminário formam o maior exemplo da arquitetura jesuítica brasileira. O projeto foi inspirado na Igreja de São Roque, em Lisboa. Rua Bispo Coutinho, s/ n°, Alto da Sé. Segunda a sexta, das 14h30 às 16h para visitação.


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Eventos

Carnaval

O Carnaval de Olinda é famoso pelo colorido, pelo frevo, pelo maracatu e pelos bonecos gigantes, alguns com mais de meio século de “vida”. A folia se estende por 15 dias, pois começa uma semana antes da data oficial do Carnaval, com o desfile do bloco Virgens do Bairro Novo. A partir daí, cerca de 300 agremiações se revezam dia e noite nas ladeiras íngremes da parte histórica da cidade. Em Recife, o início oficial da folia é a saída do bloco Galo da Madrugada, no sábado de Carnaval. Depois do desfile do Galo, citado pelo Guinness Book como o maior bloco carnavalesco do mundo, a capital pernambucana fica tomada por palcos, trios e freviocas que concentram pequenas multidões em diversos pontos da cidade.

Cine-PE

O Festival de Cinema do Recife é realizado anualmente entre abril e maio, no Centro de Convenções. Além da mostra competitiva, são realizadas exibições de longas e curtas nacionais.

Abril Pro Rock

Um dos maiores festivais de música do país, o Abril Pro Rock, realizado há 16 anos em Recife, mescla atrações de renome internacional e bandas em ascensão. Festival Nacional da Seresta Durante quatro dias de maio, o bairro do Recife é palco de shows com clássicos que ficaram marcados na história da Música Popular Brasileira.

Festival Nacional de Dança

Em julho, bailarinos do país inteiro participam desse festival, que contempla todos os estilos e acontece tanto nos diversos teatros de Recife quanto em palcos ao ar livre.

Festival Recife de Teatro Nacional

Espetáculos de várias partes do país participam do festival, com apresentações nos diversos teatros da cidade e também ao ar livre. Além disso, há a realização de debates, palestras e mesas-redondas sobre o tema.

Arte em Toda Parte

Olinda se transforma em uma grande galeria de arte durante os dez dias deste evento em que mais de 100 ateliês da cidade abrem as portas ao público e colocam suas obras à venda com preços especiais. A mostra é organizada anualmente desde 2000, entre novembro e dezembro.


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Artesanato

Em Recife e Olinda podem ser encontradas as diversas manifestações do riquíssimo artesanato pernambucano: bordados, tecelagem e tapeçaria, cestaria, esculturas em barro ou em madeira. Na capital, bons lugares para esse tipo de compra são a Casa da Cultura e o Mercado de São José. O Centro de Convenções de Pernambuco sedia anualmente a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenneart), evento que em 2007 ocorreu no mês de julho e teve 2,5 mil expositores de quase todos os estados brasileiros e de 17 países.

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Gastronomia

Em Recife e Olinda é possível experimentar todas as opções da típica culinária pernambucana, que mescla elementos indígenas, europeus e africanos. Alguns dos pratos mais apreciados são a galinha de cabidela – cujo molho tem por base o sangue do animal –, sarapatel, rabada, buchada, carne-de-sol, arrumadinho, feijoada pernambucana e lingüiça sertaneja. Frutos do mar, como peixes, camarão, lagosta, caranguejo, ostra e polvo, também são largamente utilizados nos cardápios. Para a sobremesa, dois clássicos locais são a cartola (feita com banana frita, queijo coalho assado, açúcar e canela) e o bolo Souza Leão (com massa de mandioca, calda de açúcar, manteiga e ovos).

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Negócios e Eventos

Com 12 mil leitos para hospedagem e cerca de 1,5 mil bares e restaurantes, Recife oferece boa estrutura para o turismo de negócios. O principal lugar para eventos é o Centro de Convenções de Pernambuco, no limite entre a capital e Olinda. Além do pavilhão de feiras com 20 mil m², o Centro tem capacidade para comportar 6 mil pessoas sentadas, em dois teatros, quatro auditórios e 22 salas de convenções.

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Arredores

CARUARU

Localizada a 132 km de Recife, a cidade com 290 mil habitantes abriga o maior centro de artes figurativas das Américas, o Alto do Moura, onde vivem e trabalham cerca de 200 artesãos da cerâmica. Ali também fica o Museu do Mestre Vitalino, na casa onde viveu o mais famoso ceramista do Nordeste. Os museus do Cordel, do Forró e do Barro (com um acervo de 2,3 mil peças em barro e cerâmica) são outros atrativos, assim como a feira organizada às terças-feiras no Parque 18 de Maio, bairro Petrópolis, com 3 km de barracas típicas vendendo couro, calçados, artesanato e bijuterias. Caruaru disputa com Campina Grande, na Paraíba, o título de maior festa de São João no Brasil. Milhares de turistas visitam a cidade durante os festejos juninos, quando centenas de barraquinhas cercam as principais praças, vendendo artefatos de São João e comidas típicas da região. Trios elétricos, concursos de quadrilhas e de caracterização dominam as noites juninas de Caruaru.

PAULISTA

Com 300 mil habitantes, a cidade concentra suas atrações nos 14 km de litoral, onde se localizam as praias de Janga, Pau Amarelo (que abriga um forte construído no Século XVIII pelos portugueses, local do primeiro desembarque dos holandeses no Brasil) e principalmente Maria Farinha, antiga vila de pescadores que concentra a melhor infra-estrutura da região, formada por condomínios de veraneio, um resort bem-equipado, várias barracas de praia e o parque temático Veneza Water Park, com toboáguas, piscinas e boa estrutura esportiva e gastronômica. O canal de Maria Farinha é muito procurado para a prática de esportes náuticos como lancha, windsurf e jet ski. De lá partem passeios de barco para a foz do rio Timbó e para a Coroa do Avião, pequena ilha localizada entre Itamaracá e o Canal de Santa Cruz. Tanto Marinha Farinha quanto as outras praias de Paulista, localizada a apenas 15 km de Recife, são escolhidas por muitos moradores da capital e de Olinda como local de veraneio.

GRAVATÁ

Localizada a 83 km de Recife e a 540 m de altitude, a cidade oferece agradável clima de serra, algo surpreendente para turistas que conhecem apenas o calor do litoral pernambucano. Pode-se afirmar que Gravatá está para Pernambuco assim como Campos do Jordão está para São Paulo. Suas muitas belezas naturais, como cachoeiras, grutas, trilhas e fazendas, a transformaram em pólo de ecoturismo. Com boa estrutura hoteleira e gastronômica – a maior parte dos hotéis, chalés e restaurantes foi construída no estilo das casas de montanha da Suíça –, a cidade é conhecida também pela fabricação de móveis rústicos, pelo cultivo de flores, morangos e hortaliças sem agrotóxico, pela criação de cavalos (possui cerca de 120 haras) e pelo artesanato em madeira e barro.

IGARASSU

Com 472 anos de história, desde que se tornou um dos primeiros núcleos de povoamento do país, a cidade localizada a 25 km de Recife é um importante destino histórico e cultural de Pernambuco, com seu expressivo conjunto arquitetônico composto por museus, sobrados, capelas, igrejas e casario dos séculos XVIII a XX. A Igreja Matriz dos Santos Cosme e Damião, cuja construção se iniciou em 1535, é a mais antiga do Brasil ainda em pé. No Convento de Santo Antônio, datado de 1588, a pinacoteca guarda acervo sobre o período colonial. A coleção inclui quadros e painéis dos séculos XVII e XVIII. A praia da Gavôa, com águas calmas, é usada para passeios de barco e prática de esportes náuticos. A caminho de Igarassu vale dar uma parada no Mercado de Crustáceos de Itapissuma.

ILHA DE ITAMARACÁ

Suas sete praias estão entre os destinos preferidos de veraneio da população de Recife e Olinda. O Forte Orange, construído pelos holandeses no Século XVII e destruído pelos portugueses, que depois o reconstruíram, preserva a antiga estrutura, com canhões e relíquias encontradas em escavações recentes. Da Praia do Forte, com muitas barracas que servem frutos do mar como caranguejos e lagostins, partem barcos que levam à paradisíaca ilha de Coroa do Avião. Ali também está instalado o Centro Peixeboi Marinho, com oceanário, museu e loja. A Igreja de Nossa Senhora do Pilar (1854), na sede do município, e a de Nossa Senhora da Conceição (1627), uma das mais antigas do Brasil, localizada no povoado de Vila Velha, também são muito visitadas. A Ilha de Itamaracá fica a 47 km de Recife.

GOIANA

É um dos municípios mais antigos de Pernambuco, fundado em 1570 e localizado a 66 km de Recife. Ainda não oferece boa infra-estrutura para o turismo, mas visitantes com espírito aventureiro encontram belas paisagens, como as cinco praias da cidade, e tesouros históricos como as dez igrejas coloniais e o Conjunto Carmelita, que inclui a Igreja de Nossa Senhora do Carmo e um cruzeiro esculpido em pedra. Todo ano a cidade relembra a chamada Epopéia das Heroínas de Tejucupapo, ocorrida no Século XVII, quando mulheres expulsaram os invasores holandeses com água quente e pimenta. Cerca de 200 mulheres se reúnem na localidade de Tejucupapo, sempre no último domingo de abril, para contar a história em uma apresentação teatral.


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Acessos

Por via rodoviária

A BR-101 liga Recife ao Sul e ao Norte do País. Os 6 km entre Recife e Olinda são percorridos na PE-001.

Por via aérea

Vôos regulares partem das principais capitais brasileiras.

Distâncias

Brasília: 2.197 km
Rio de Janeiro: 2.359 km
São Paulo: 2.667 km


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