Pará

Área 1.247.689km²
(14,6% do território nacional)
Habitantes 6.970.586
(3,8% da população nacional)
Capital Belém

Pará

Belém e Ilha do Marajó

Porta de entrada da Amazônia, a capital do Pará está situada na confluência do rio Guamá com a Baía de Guajará. Fundada em 1616, a cidade foi sede do Grão-Pará, de onde Portugal controlava suas possessões no Norte do Brasil. Vestígios desta época ainda podem ser encontrados nos casarões de inspiração portuguesa que margeiam a Baía de Guajará e nas ruas estreitas da cidade velha. Entretanto, Belém hoje é uma metrópole vibrante, com 1,4 milhão de habitantes, onde convivem em harmonia o sofisticado e o rústico, o moderno e o tradicional. Com quase 400 anos de existência, o Mercado Ver-o-Peso é uma síntese de Belém. Na frenética agitação matinal, junto ao porto da cidade, são comercializados peixes de variados tamanhos, frutas de todos os gostos, cerâmicas, cestarias e colares. Os rituais de compra e venda, os aromas e sabores das barracas de comidas típicas, o linguajar e o jeito característico da gente paraense revelamse espetáculos imperdíveis para olhos,ouvidos e paladares dos visitantes.

A antiga Belém sobrevive nos canhões do Forte do Presépio, no casarão das Onze Janelas, na Basílica de Nazaré e nos sobrados azulejados da cidade velha. A prosperidade dos tempos do Ciclo da Borracha também deixou marcas no acervo arquitetônico, notáveis nas construções imponentes, como o Theatro da Paz e o Colégio Gentil Bittencourt. A nova Belém, moderna e sofisticada, transparece na Estação das Docas, que reúne armazéns portuários totalmente reformados com restaurantes típicos, sorveterias e lojas de artesanato.

A partir de Belém, é possível realizar passeios de barco à Ilha do Marajó e a outros lugares nos arredores, programas que colocam o visitante em contato com a natureza exuberante da região.

A cultura paraense é resultado da miscigenação cultural entre as diversas etnias indígenas, colonizadores portugueses e negros escravos, posteriormente matizada por imigrantes de várias nacionalidades. A gastronomia reflete a forte influência indígena, inspirada nos frutos e nas ervas da Floresta Amazônica. Em Belém, podem ser degustados pratos saborosos como a tapioca, a caldeirada, o caruru, a maniçoba... As frutas tropicais são um atrativo à parte, principalmente o açaí – do fruto roxo é extraído um caldo grosso que os paraenses consomem misturado com farinha d’água ou de tapioca, acompanhado de peixe frito, camarão assado ou carne salgada. Já receitas elaboradas com ingredientes exóticos, como o jambu e o tucupi, espécie de molho feito com o suco da mandioca, despertam todos os sentidos. Belém é um convite ao deleite.

Belém e Ilha do Marajó

Principais Atrativos

Mercado Ver-o-Peso

É o mais importante entreposto comercial da Amazônia e o mais tradicional símbolo cultural e turístico de Belém – por ele transitam os diversos tipos étnicos que formam o povo paraense. Ali são comercializados produtos da fauna e flora locais – peixes variados, ervas medicinais e defumações para todos os males, artesanatos, comidas típicas e mais de uma centena de frutas da Amazônia. Avenida Floriano Peixoto, Centro. Segunda a domingo, das 8h às 19h.

Museu Sacro

Anexo à Igreja de Santo Alexandre, o museu ocupa belo casarão de arquitetura clássica, testemunha da presença portuguesa no Pará. Em seu interior, um dos mais importantes acervos de imagens sacras do país. Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha.

Casa das Onze Janelas

O casarão do Século XVIII foi construído por um barão do açúcar, serviu de instalação para um hospital e mais tarde para um quartel. Hoje reúne museu de arte moderna, bar e restaurante. Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha.

Forte do Presépio

Erguido em 1616, o Forte, que ainda guarda seus canhões originais, é um marco da fundação de Belém. Além das antigas acomodações dos militares, abriga um museu com peças arqueológicas. A vista do alto da muralha também merece ser apreciada. Praça Frei Caetano Brandão, Cidade Velha.

Estação das Docas

Os antigos galpões do Cais do Porto de Belém foram transformados na Estação das Docas, principal centro gastronômico da cidade. Restaurantes, lanchonetes, teatro, espaços para exposições, museu e feira de artesanato fazem parte desse complexo turístico, que fica às margens da Baía do Guajará. Avenida Floriano Peixoto, Centro. Segunda a sábado, das 9h às 18h.

Mangal das Garças

Antiga área da Marinha, o espaço foi transformado em parque com um farol que serve de mirante, um borboletário com mais de 300 borboletas e 90 beija-flores, jardins com garças e guarás, píer, Museu Naval e restaurante. Rua Dr. Assis, s/no, Cidade Velha.

Theatro da Paz

O Theatro da Paz é um dos mais belos do país. Tem linhas neoclássicas e foi construído no período áureo do Ciclo da Borracha. Inaugurado em 1878, continua em funcionamento e é palco do Festival de Ópera do Pará. Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/no, Parque Anauá, bairro Aeroporto. Segunda a sexta, das 8h às 17h30.

Igreja de Nossa Senhora de Nazaré

Centro das peregrinações dos fiéis de Belém, a Igreja de Nossa Senhora de Nazaré é sede do Círio de Nazaré, maior procissão religiosa do Brasil. Avenida Capitão Ene Garcez, s/no, Centro/Aeroporto.

Museu Emílio Goeldi

O museu – fundado em 1866 – é a instituição de pesquisa mais antiga da Amazônia. Possui coleção de animais empalhados, réplicas de fósseis e materiais arqueológicos, além de exposição de objetos e artefatos indígenas, biblioteca e laboratórios. O Parque Zoobotânico reúne mais de 1,5 mil espécies da fauna regional: a onça, o macaco, a arara, o papagaio, o gavião, o jacaré, a lontra, a ariranha e grande variedade de peixes, além de raridades como o peixe-boi. Mais de 1,5 mil exemplares da flora tropical, espalhados pelos 52 mil m2 do parque, o transformam em miniatura da Floresta Amazônica. Avenida Magalhães Barata, no376. Terça a domingo, das 9h às 17h.

Bosque Rodrigues Alves

Localizado no perímetro urbano, o bosque abriga flora bem diversificada – quase 5 mil árvores distribuídas em 50 famílias botânicas, 194 gêneros e 309 espécies – e espécimes da fauna regional como a ararajuba, o beija-flor, a cotia, o macaco-de-cheiro, o jacaré, a tartaruga e o jupará. A reserva natural – que se mantém preservada desde o fim do Século XIX – possui uma área de 150 mil m2. Avenida Almirante Barroso, no 2.453. Terça a domingo, das 7h30 às 17h.

Pólo Joalheiro São José do Liberto

O Pólo Joalheiro São José do Liberto foi construído para receber o presídio de Belém, mas hoje reúne o Museu de Gemas, com preciosidades do Pará e da Amazônia, uma capela, um jardim de pedras semipreciosas e lojas que comercializam biojóias. Praça Amazonas, Centro.

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Gastronomia

A gastronomia paraense tem forte influência indígena. Os pratos são produzidos com ingredientes típicos da região. A maniçoba, também conhecida como a feijoada paraense, leva carne de porco salgada e, no lugar do feijão preto, folha de maniva cozida. O tacacá, caldo verde feito com o sumo da mandioca, acrescido de camarões e folhas de jambu, é outro prato característico do Pará. A culinária local utiliza com fartura frutas tropicais: o açaí – servido em forma de suco, creme ou sorvete –, o cupuaçu e o bacuri dão origem a doces saborosos só encontrados na região.

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Belém e Ilha do Marajó

Artesanato

As etnias indígenas deixaram uma herança de arte variada: cerâmicas marajoaras, com seus desenhos geométricos e simbolismo de animais; as cestarias feitas com folhas e fibras e as jóias compostas com sementes como a da jarina e do açaí, encontradas no Pólo Joalheiro São José do Liberto. O artesanato local inclui os brinquedos de miriti, uma madeira tão leve quanto isopor, e roupas feitas a partir de fibras de árvores.

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Eventos

Círio de Nazaré

O Círio de Nazaré é a maior procissão religiosa do Brasil, reunindo no segundo domingo de outubro mais de 1 milhão de pessoas em uma caminhada de 3,6 km pelas ruas de Belém. Os romeiros transportam a imagem de Nossa Senhora de Nazaré – a santa padroeira da cidade – da Catedral da Sé à Praça Santuário. Além da procissão, o evento inclui romaria fluvial.

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Acessos

Por via rodoviária

Belém se liga a São Luís e demais capitais brasileiras pela BR-316. O terminal rodoviário tem boa estrutura, com capacidade para atender 27 mil pessoas por mês.

Por via aérea

O Aeroporto Internacional de Belém, mais conhecido como Aeroporto Val-de-Cans, tem arquitetura arrojada e capacidade de atender 2,7 milhões de passageiros por ano. Fica a 12 km do centro e recebe vôos diários das principais capitais brasileiras.

Distâncias de Belém

Manaus: 1.500 km
São Luís: 803 km
Brasília: 2.120 km
São Paulo: 2.933 km
Rio de Janeiro: 3.250 km

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Arredores

Ilha do Marajó

A Ilha do Marajó fica na confluência do rio Amazonas com o Oceano Atlântico, a 80 km de Belém. Tem 50 mil km2 e integra o maior arquipélago fluvial-marítimo do planeta, com mais de 200 ilhas. É um lugar de grandes contrastes; pouco povoada, com belas praias, paisagens de pantanal no Sul e Sudeste e luxuriante vegetação amazônica ao Norte. Seus 250 mil habitantes vivem da extração de madeira, da criação de gado, da pesca e do cultivo de coco e abacaxi. Durante seis meses (de junho a dezembro), a seca facilita a visita à maioria dos lugares, alagados na outra metade do ano, porém reduz a visibilidade da fauna e a beleza da flora. Entre as 16 pequenas cidades espalhadas pela ilha, Soure e Salvaterra oferecem alguma estrutura turística, mas hospedar-se nas antigas fazendas transformadas em hotéis ainda é a melhor forma de conhecer o verdadeiro espírito da Ilha do Marajó. Participar de um safári fotográfico, de jipe ou búfalo, visitar o Museu do Marajó, descobrir a fascinante cerâmica marajoara, assistir a apresentações da dança do carimbó ou simplesmente passear pelas praias são alguns dos atrativos que fazem desta ilha um lugar único e especial.

PRINCIPAIS ATRATIVOS

Praias As praias de Marajó têm uma beleza toda própria: a do Pesqueiro, com 3 km de extensão e areias amarelas, é uma das mais conhecidas; mangues tomados pela água do mar são o diferencial da Araruna; a Grande, em Salvaterra, é cercada por coqueiros e oferece boa infra-estrutura, com quiosques à beira-mar, e a de Joanes abriga as ruínas de uma igreja construída no Século XVII. Museu do Marajó Situado na localidade de Cachoeira do Arari, o museu guarda a essência da cultura da Ilha de Marajó. Possui exposição permanente de cerâmica marajoara, artesanato local e curiosidades, além de promover cursos para os moradores locais.
Avenida do Museu, 1.983, Cachoeira do Arari. Diariamente, 18h à 1h.

ATIVIDADES

Safári fotográfico De jipe ou sobre um búfalo, o safári fotográfico é o principal passeio da Ilha do Marajó. A fauna é rica e diversificada, e é possível observar e fotografar de perto macacos, capivaras, cobras e jacarés, além de uma grande variedade de pássaros, com destaque para as revoadas de coloridos guarás.

GASTRONOMIA

Por ser uma ilha, Marajó tem sua gastronomia baseada nos frutos do mar, do rio e do mangue: camarões, variados tipos de peixe, caranguejos... Entretanto, o prato típico da Ilha do Marajó chama-se frito do vaqueiro – uma fritada de carne de búfalo misturada à farinha de mandioca torrada.

ARTESANATO

A principal expressão do artesanato da Ilha é a cerâmica marajoara, herança dos índios que habitavam o local entre os anos 400 e 1.200. Ela pode ser encontrada em réplicas dos desenhos e pinturas destes antepassados ou em criações contemporâneas.


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