Mato Grosso

Área 903.357km²
(10,6% do território nacional)
Habitantes 2.803.274
(1,5% da população nacional)
Capital Cuiabá

Mato Grosso

Cuiabá

Fundada por bandeirantes paulistas em 1719, a cidade é cortada pelo rio Cuiabá, um dos principais afluentes do rio Paraguai. Foi destino de exploradores e aventureiros em busca de ouro e diamantes. Também foi cenário de disputas territoriais, em especial durante a Guerra do Paraguai. Atualmente com 542 mil habitantes, a capital do Mato Grosso conserva prédios históricos remanescentes da época do ouro e da guerra.

Cuiabá possui boa rede hoteleira e opções diversificadas de bares e restaurantes – come-se bem, desde deliciosas iguarias da culinária típica até sofisticados pratos da cozinha internacional. Com uma eficiente infra-estrutura para realização de eventos – o excelente Centro de Eventos do Pantanal e bons centros de convenções em hotéis –, Cuiabá é hoje destino para o turismo de negócios e eventos.

O sucesso na realização de eventos devese, em grande medida, à facilidade de acesso aos principais atrativos turísticos do estado, em especial à Chapada dos Guimarães, situada a apenas 69 km de distância. Cuiabá é também ponto de partida para quem quer conhecer a vida selvagem do Pantanal – a cidade de Poconé, onde fica o início da Transpantaneira, fica a 108 km da capital – ou realizar pescarias no rio Paraguai, em Cáceres, a 215 km.

A capital mato-grossense é conhecida como “Portal da Amazônia”, uma vez que a floresta ocupa toda a região Norte do imenso território do estado.O clima, entre os mais quentes do país, indica que a maior floresta tropical do planeta está próxima. Nestas lonjuras, entretanto, indicações de distância são relativas: é preciso viajar 800 km para chegar a Alta Floresta, única cidade mato-grossense com infra-estrutura turística adequada para o visitante explorar a floresta amazônica – voltada para o atendimento de estrangeiros interessados na observação de aves.

Cuiabá

Principais Atrativos

Museu de Pedras Ramis Bucair

Reúne rochas, pedras preciosas e semipreciosas e centenas de peças de arqueologia – entre as quais o fêmur de um tiranossauro com mais de 100 milhões de anos e machados de pedra da época neolítica, descobertos na região. Rua Galdino Pimentel, 195, Centro. Segunda a sexta, 7h às 11h e 13h às 16h.

Museu Rondon do Índio

Possui acervo de várias etnias indígenas, com fotos, livros, artesanato, vestimentas e utensílios. É também um centro de pesquisa, catalogação e valorização da cultura indígena. Av. Fernando Corrêa da Costa, em frente ao Parque Aquático UFMT. Segunda a sexta, 8h às 18h.

Igreja do Rosário e São Benedito

A mais antiga de Cuiabá, construída por escravos no Século XVIII. Apresenta arquitetura colonial, com altares em talha dourada. Tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em junho, é palco da Festa de São Benedito. Praça do Rosário, no centro. Igreja de Nossa Senhora do Bom Despacho A Igreja começou a ser construída no começo do Século XX. É considerada uma das mais belas de Cuiabá e, por estar situada no Morro do Seminário, pode ser vista de diferentes pontos da cidade. O prédio, de estilo gótico, tem arquitetura semelhante à legendária catedral de Notre Dame, de Paris. Ao lado, fica o Museu de Arte Sacra, antigo Seminário da Conceição.

Centro Geodésico da América do Sul

O Centro Geodésico foi demarcado pela Comissão Rondon, em 1909. O monumento, que exibe uma placa com as coordenadas da cidade, fica na Praça Moreira Cabral, perto da Assembléia Legislativa de Mato Grosso. Apesar de ser um dos pontos turísticos de Cuiabá, as pesquisas mais recentes indicam que o centro geodésico fica, na verdade, na Chapada dos Guimarães.


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Cuiabá

Gastronomia

Em Cuiabá o visitante encontra muitos e bons restaurantes e peixarias. A cidade reúne a culinária do Mato Grosso, baseada nos peixes da região e em pratos típicos como a vaca atolada (cozido de costela e aipim), a Maria Isabel (arroz com carne seca) e a galinha caipira. Nas peixarias, os destaques são a mojica de pintado, o escaldado cuiabano, o caldo de piranha e o dourado ou piraputanga na folha de bananeira. As frutas tropicais representam outro forte da gastronomia local, com doces como o furundu, preparado com mamão verde, rapadura e canela. Outros pratos típicos são a farofa feita de banana da terra; a paçoca de pilão feita com carne de charque e farinha de mandioca temperada; o pixé elaborado com milho torrado e socado com canela e açúcar; o bolo de arroz cuiabano; o francisquito; os doces de caju e manga, e o licor de pequi.

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Cuiabá

Artesanato

O artesanato local reúne uma variedade de objetos feitos em cerâmica, madeira, fibras, ossos e fios. A cerâmica típica é feita de barro cozido em forno próprio e inclui peças de decoração e utensílios domésticos, como potes, panelas e pratos. Na tecelagem, destacam-se os trabalhos das rendeiras e os produtos indígenas. Além dos cestos confeccionados a partir de fibras naturais, é possível encontrar uma grande variedade de objetos e enfeites feitos em madeira. Uma peça muito comum na região, produzida com esse material, é a Viola de Cocho, instrumento musical que acompanha os ritmos do cururu e do siriri. Casa do Artesão. Avenida 13 de Junho, no bairro do Porto.

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Arredores

Chapada dos Guimarães

A Chapada dos Guimarães é um dos destinos de ecoturismo mais procurados do país. A região é formada por grandes montanhas de arenito, despenhadeiros, cânions, piscinas naturais, cavernas, cachoeiras e mais de 50 sítios arqueológicos com pinturas rupestres e fósseis de animais pré-históricos, atraindo praticantes de esportes como rapel, arvorismo e trekking. Também é procurado por místicos que acreditam nas boas vibrações energéticas do Centro Geodésico da América do Sul. A pequena cidade de Chapada dos Guimarães, com pouco mais de 17 mil habitantes, concentra as opções de hospedagem – pousadas, hotéis, um resort com centro de convenções e campings – e restaurantes. É cidade histórica, com prédios antigos de fachada colonial. A entrada do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, que abriga as principais atrações naturais da região numa área de 33 mil hectares, fica a menos de 10 km do núcleo urbano. O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães preserva enormes formações rochosas de arenito, piscinas naturais, cavernas, cachoeiras e sítios arqueológicos.

Principais Atrativos

Trilhas

Na Chapada é possível fazer trilhas por caminhos com cachoeiras e formações rochosas, ou em lugares como a caverna Aroe Jari, com 1.400 metros de extensão, uma das maiores cavernas de arenito do Brasil. A partir do Centro de Visitantes do parque, dois roteiros levam ao ponto culminante da Chapada, o Morro de São Gerônimo, com 836 metros de altura. Cachoeiras São dezenas. A maior é a Véu de Noiva, com 86 metros de altura, bem próxima da sede do parque. A menos de 1 km dali ficam as Quedas do Sete de Setembro, seqüência de sete cachoeiras formadas pelo Rio Sete de Setembro. A 40 km da cidade, o Rio Casca forma outro conjunto de cachoeiras, entre as quais a da Martinha. O local concentra o maior volume de águas da região, formando piscinas naturais muito freqüentadas.

Mirante do Centro Geodésico

Localizado a 8 km da cidade, descortina bela vista panorâmica da Chapada. Outros passeios A 18 km fica o Portão do Inferno, cânion com mais de 80 metros de profundidade. Mirante oferece vista para a Cidade de Pedra – conjunto de formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva. Perto dali, ficam as escarpas de arenito do Paredão do Eco, com os melhores visuais da região.


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Cuiabá

Acessos

Cuiabá

Por via rodoviária

De Goiânia (e Brasília): BRs 080, 384, 364, 070 e 163.
De Campo Grande (e São Paulo): BRs 163, 364, 070.

Por via aérea

Há vôos regulares a partir de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, entre outras capitais.

Chapada dos GUimarães

A partir de Cuiabá, são 69 km pela MT-305.

Distâncias de Cuiabá

Brasília: 1.147 km
São Paulo: 1.634 km
Rio de Janeiro: 2.033 km
Campo Grande: 694 km
Chapada dos Guimarães: 69 km
Cáceres: 215 km
Poconé: 108 km


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