Minas Gerais

Área 586.528km²
(7% do território nacional)
Habitantes 19.237.450
(10,6% da população nacional)
Capital Belo Horizonte

Minas Gerais

Minas Gerais

Com seu conjunto arquitetônico preservado, que inclui igrejas, sobrados e calçamentos originais das ruas, Diamantina, localizada a 285 km de Belo Horizonte, foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. A cidade se desenvolveu a partir do Século XVIII, com a descoberta na região de ouro e diamantes, preciosidade que inspirou seu nome.

Entre as principais construções históricas estão as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, concluída em 1728, e de Nossa Senhora do Carmo, datada de 1784.

Os becos e ruelas íngremes contribuem para a atmosfera romântica que inspira boêmios e apaixonados, a ponto de Diamantina ser conhecidacomo“a cidade das serenatas”, tradição que se transformou em um dos principais atrativos para os turistas. Também atraem muitos visitantes as festas religiosas promovidas na cidade, como a do Divino e a de Nossa Senhora do Rosário.

Diamantina é a cidade da célebre ex-escrava Chica da Silva, que se tornou uma dama da sociedade (e protetora das artes) quando passou a viver com um dos homens mais ricos da região. A residência em que o casal e seus 13 filhos viveram na segunda metade do Século XVIII está aberta à visitação. Outro filho ilustre da terra é o ex-presidente Juscelino Kubitschek, responsável pela construção de Brasília. A casa em que ele passou a infância, erguida no Século XIX, também está aberta à visitação.

Diamantina e região

Principais Atrativos

Igreja Nossa Senhora do Carmo

Concluída em 1765, é a igreja mais rica da cidade, com talha ornada a ouro, pinturas no forro e um órgão antigo. Teve sua construção financiada por João Fernandes de Oliveira, o homem que vivia com a ex-escrava Chica da Silva. A torre fica nos fundos, não na frente do templo, como era usual (diz o folclore local que tal mudança foi motivada por uma exigência de Chica da Silva, que não queria ter seu sono perturbado pelo badalar dos sinos). Rua do Carmo, s/ n°. Terça a sábado, 8h às 12h e 14h às 18h; domingo, 8h às 12h.

Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos

Igreja mais antiga de Diamantina, construída por escravos em 1731 para ser a sede da Irmandade dos Pretos. A fachada é em estilo rococó. Praça Dom Joaquim. Terça a sábado, 8h às 12h e 14h às 18h; domingo e feriados, 9h às 12h.

Igreja de São Francisco de Assis

Em estilo rococó, com pinturas no forro e talhas adornadas a ouro, foi erguida entre 1766 e 1772. Rua São Francisco de Assis. (interior em reforma, sem previsão de abertura à visitação).

Casa da Glória

O passadiço suspenso que liga os dois casarões, um de cada lado da rua, é um dos cartões-postais da cidade. A passarela foi construída por volta de 1890 para que freiras e internas do colégio vicentino pudessem atravessar a rua protegidas dos olhares alheios. Hoje funciona no local o Instituto de Geologia Eschwege. Rua da Glória, 298. Segunda a sexta, 9h às 12h e 13h às 18h.

Casa de Chica da Silva

A imponência da casa mostra o poder alcançado pela ex-escrava que seduziu o homem mais rico da Diamantina colonial, o contratador de diamantes João Fernandes de Oliveira. As janelas têm treliças de madeira que, segundo a lenda, permitiam que Chica da Silva enxergasse a rua sem ser percebida. Praça Lobo de Mesquita, 266. Terça a sábado, 12h às 17h30; domingo e feriados, 9h às 12h.

Casa de Juscelino Kubitschek

Guarda fotos, biblioteca, objetos e documentos do ex-presidente da República, além de peças usadas na casa à época em que ele morava ali com a família. Há um café na área interna da casa. Rua São Francisco, 241. Terça a sábado, 8h às 12h e 14h às 18h; domingo, 8h às 12h.

Vila de Biribiri

Localizada a 15 km do centro de Diamantina, a vila surgiu para abrigar as famílias dos trabalhadores de uma fábrica de tecidos fundada no fim do Século XIX. Na estrada entre Diamantina e Biribiri encontram-se as cascatas dos Cristais e da Sentinela, ambas com piscinas naturais.


Voltar

Diamantina e região

Eventos

Carnaval

Milhares de pessoas brincam pelas ruas do centro histórico, principalmente ao redor da Praça do Mercado Velho, ao som de bandinhas e blocos.

Vesperatas

Realizadas pelo menos duas vezes por mês, entre março e outubro (no resto do ano as chuvas são muito freqüentes). Músicos fazem serenatas das janelas e sacadas dos sobrados, regidos por maestros que ficam em um palco, na rua, perto do público.

Festa de Nossa Senhora do Rosário

O mais tradicional evento religioso de Diamantina ocorre na segunda quinzena de outubro. Levantamento de mastro, missa e procissão marcam a festa, que conta também com apresentações folclóricas.

Voltar

Diamantina e região

Artesanato

Um dos produtos mais difundidos do artesanato de Diamantina são os tapetes arraiolos, vendidos na Cooperativa Artesanal da cidade. Jóias e bonecos de palha também se destacam. Na cidade podem ser encontradas, ainda, as famosas cerâmicas do Vale do Jequitinhonha.

Voltar

Diamantina e região

Arredores

SERRO

Localizada a 85 km de Diamantina, na Serra do Espinhaço, a cidade de Serro também tem um centro histórico preservado. Um dos destaques é a Capela de Santa Rita, construída no alto de uma colina, acessível por uma escadaria. Os distritos de Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras têm pousadas voltadas ao turismo ecológico. A tradicional Festa de Nossa Senhora do Rosário, em julho, ocorre desde 1728.

Voltar

Diamantina e região

Acessos

Por via rodoviária

De Belo Horizonte: BRs 040, 135 e 259.
De São Paulo: BRs 381, 040, 135 e 259.

Por via aérea

A cidade tem um aeroporto regional, que recebe vôos regulares a partir de Belo Horizonte às sextas- feiras e aos domingos.

Distâncias de Diamantina

Belo Horizonte: 285 km
São Paulo: 868 km

Voltar