Amapá

Área 142.814km²
(1,6% do território nacional)
Habitantes 594.587
(0,34% da população nacional)
Capital Macapá

Amapá

Macapá

Única capital brasileira sem ligação rodoviária com as demais capitais (só é possível chegar a ela por via aérea ou fluvial), Macapá tem outra peculiaridade: atravessada pela Linha do Equador, ostenta o apelido de “Meio do Mundo”.

Originada de um destacamento militar instalado na região para marcar presença contra a cobiça de franceses, holandeses e ingleses, a cidade foi oficialmente fundada em 1758. Um censo realizado em 1790 contou 2.532 habitantes em Macapá.

Hoje, com 345 mil habitantes, a cidade de largas avenidas e muitas praças oferece boas opções de hospedagem e gastronomia aos visitantes. Entre as principais atrações turísticas estão a Fortaleza de São José, construída em meados do Século XVIII, e o Complexo Beira-Rio, de onde se pode vislumbrar a grandeza do rio Amazonas. É ali na orla, ao longo dos mais de 3 km entre o Parque do Araxá e o Trapiche Eliezer Levy, que se concentra a vida noturna.

Outro fato curioso em relação a Macapá é que muitas línguas indígenas são faladas correntemente na cidade, reflexo direto da existência de 49 aldeias de diferentes etnias espalhadas pelo estado. É comum ouvir também uma língua crioula baseada no francês, o lancpatuá, influência da proximidade com a Guiana Francesa.

Macapá

Principais Atrativos

Fortaleza de São José de Macapá

Erguida para proteger a região contra possíveis invasões de franceses, holandeses ou ingleses, a fortaleza foi concluída em 1782, após 18 anos de construção. As pedras usadas na obra foram retiradas do rio Pedreira por escravos e índios. Com formato de estrela, a fortaleza preserva os prédios que abrigavam os antigos armazéns, capela, casas de oficiais, cadeia, hospital e paiol. Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional, possui dezenas de canhões originais, feitos de ferro fundido. Avenida Cândido Mendes, s/ n°, Centro. Terça a domingo, das 9h às 18h.

Igreja de São José

Inaugurada em 1761, leva o nome do santo padroeiro da cidade, que viria a ser homenageado também com o nome da fortaleza. O estilo arquitetônico, bastante simples, é influência dos jesuítas europeus. Na igreja é realizada a maior festa religiosa da cidade, no dia de São José, 19 de março. Avenida São José, s/ n°, Centro.

Museu Sacaca

São 20 mil m² com mostras interativas sobre a cultura de habitantes típicos da região: o índio, o ribeirinho e o seringueiro. Passarelas de madeira permitem visitar uma gruta com réplicas de malocas e urnas funerárias de etnias indígenas, e também de casas de ribeirinhos. Ali também está regatão Índia do Brasil, barco histórico restaurado por artesãos locais. Rua Feliciano Coelho, 1.509, Bairro do Trem. Terça a domingo, das 9h às 18h.

Marco Zero

O obelisco, a 5 km do Centro de Macapá, assinala o local exato em que a Linha do Equador cruza a cidade. Duas vezes por ano, em março e setembro, pode-se acompanhar ali o fenômeno do equinócio, ocasião em que dia e noite têm exatamente a mesma duração em todas as partes do mundo. Avenida Equatorial, s/ n°, Jardim Marco Zero. Segunda a domingo, 8h às 22h.

Vila de Curiaú

Antigo quilombo, formado em grande parte por descendentes dos escravos levados à região para participar da construção da Fortaleza de São José de Macapá, mantém-se até hoje como comunidade negra. Localizada a 8 km do Centro de Macapá, é dividida em quatro núcleos – Curiaú de Dentro, Curiaú de Fora, Casa Grande e Curralinho –, onde vivem ao todo cerca de 1,5 mil pessoas. Trata-se de uma região de beleza natural que engloba vegetação da Floresta Amazônica, Cerrado e várzea e é protegida como Área de Preservação Ambiental (APA). Entre as manifestações culturais de origem africana está a Festa de São Joaquim, em agosto, com apresentações da dança típica marabaixo. Rodovia AP-070, Km 12.

Centro de Cultura Negra

Com área total de 7,2 mil m², o centro foi inaugurado em 1998 para ser um símbolo de valorização da cultura negra no Amapá. Entre as instalações há o Museu do Negro, um anfiteatro, um auditório e um espaço religioso. Rua General Rondon, s/ n°, Laguinho. Segunda a sábado, das 8h às 18h; domingos, das 8h às 12h.

Pororoca

Fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes do mar com as correntes fluviais, resulta em ondas de até 6 m de altura que se prolongam por quilômetros, à velocidade aproximada de 20 km/h. Nos rios do Amapá, como o Araguari, a pororoca ocorre com maior intensidade entre janeiro e maio, época de chuvas. Para quem quiser acompanhar o fenômeno, operadoras locais oferecem passeios em lanchas voadeiras ou barcos de maior porte.

Conjunto de Lazer da Beira-rio

Localizado às margens do rio Amazonas, nas proximidades da Fortaleza de São José de Macapá, é com posto por estabelecimentos gastronômicos, parque infantil, ciclovia e área para prática de esportes.

Trapiche Eliezer Levy

Construído na década de 1940, o trapiche adentra quase meio quilômetro no rio Amazonas. Com a estrutura posteriormente reforçada por concreto armado, o local tem um bondinho elétrico, um restaurante, quiosques com venda de artesanato e uma sorveteria especializada em sabores típicos da região.

Balneário Fazendinha

Localizado a 16 km do Centro de Macapá, o balneário tem areia clara e macia protegida pela sombra de coqueiros. A estrutura conta com bares, restaurantes, palco para shows e playground. Rodovia Juscelino Kubitschek, Km 18, Fazendinha.


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Gastronomia

Macapá tem cerca de 60 restaurantes e bares em que o visitante pode encontrar pratos típicos da região, como o tucunaré frito e o camarão ao bafo. A maniçoba, espécie de feijoada feita com folha de mandioca, tem influência indígena. Alguns estabelecimentos oferecem apresentações de música regional.

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Artesanato

A Casa do Artesão e do Índio é o principal centro do artesanato do Amapá. Diversas etnias indígenas expõem seus trabalhos feitos em vime, madeira, argila, sementes e penas, entre outros elementos retirados da natureza, sem impacto ao meio ambiente. Avenida Azarias Neto, s/ n°, Bairro Central.

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Eventos

Festa de São José de Macapá

Festa em homenagem ao padroeiro da cidade de Macapá. A programação inclui arraial, ladainhas, novenário e uma procissão que percorre toda a cidade. Realiza-se no dia 19 de março, dia consagrado ao santo – data também da inauguração da Fortaleza de São José de Macapá, em 1782.


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Arredores

OIAPOQUE

Considerado durante muito tempo o ponto extremo do Norte do Brasil (é bastante conhecida a expressão “Do Oiapoque ao Chuí” como sinônimo de “De Norte a Sul do país”), a cidade perdeu o posto para o Monte Caburaí, em Roraima, em função de novas medições. Localizada a 590 km de Macapá, Oiapoque faz fronteira com Saint George, na Guiana Francesa. Entre os atrativos, os visitantes podem passear de barco pelo rio Oiapoque, o marco da fronteira.

MAZAGÃO

A cidade se originou diretamente de uma cidade homônima que existia no Marrocos, antiga possessão portuguesa desativada em 1769 em decorrência da perseguição aos mouros. Cerca de 340 famílias foram transferidas de lá para o Norte do Brasil, das quais aproximadamente 150 formaram a vila de Nova Mazagão, no atual território do Amapá. A vila foi transferida em 1915 para um outro ponto da região, a 30 km de distância do anterior, criando assim a divisão entre Mazagão Velho e Mazagão Novo. Em Mazagão Velho foram encontradas ruínas de uma igreja do Século XVIII.

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Acessos

Por via aérea

Vôos regulares partem de Belém.

Por via fluvial

A viagem de Belém a Macapá se faz em barcos de recreio ou em regatões e leva aproximadamente 24 h.

Distâncias

Belém: 483 km
Brasília: 2.181 km


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