Acre

Área 152.581km²
(1,7% do território nacional)
Habitantes 669.736
(0,37% da população nacional)
Capital Rio Branco

Acre

Rio Branco

Com 290 mil habitantes, a capital concentra quase a metade da população do Acre, o que dimensiona a imensidão da área de florestas no estado. É cidade tranqüila, com infra-estrutura turística adequada para atender visitantes interessados em conhecer a Amazônia e sua cultura – tem bons hotéis, restaurantes, bares, lojas e opções de lazer.

Os visitantes se encantam com o folclore dos povos da floresta, o artesanato de origem indígena, os pratos típicos, os doces caseiros e as frutas regionais. A culinária local tem marcantes influências indígenas e nordestinas – mandioca, peixes de água doce e carne de sol se destacam no cardápio.

Rio Branco é cortada pelo rio Acre. Foi fundada em 1882 com o nome de Seringal Empreza pelo cearense Neutel Maia. Em 1904, ganhou o nome de Vila Penápolis. E em 1909 foi elevada à categoria de cidade, com o atual nome, em homenagem ao Barão do Rio Branco, negociador do tratado diplomático com a Bolívia. A cidade tem aeroporto internacional e equipamentos para a realização de espetáculos artísticos e convenções.

Rio Branco

Principais Atrativos

Mercado Velho

O prédio de 1929 foi restaurado e abriga alguns dos mais antigos comerciantes da cidade. O espaço reúne lojas de souvenires, artesanato, ervas medicinais e artigos religiosos, além de lanchonetes que servem o típico café da manhã acreano: tapioca, mingaus, bolo de macaxeira e cuscuz. Margem esquerda do rio Acre, na Avenida Epaminondas Jâcome. Segunda a sábado, 7h às 11h e 16h às 21h.

Segundo Distrito/Gameleira

O Segundo Distrito é o bairro mais antigo da cidade. Na rua Eduardo Assmar surgiram, no auge do Ciclo da Borracha, as primeiras casas comerciais (de imigrantes sírios, libaneses e judeus) e os hotéis Madrid e Vitória. A maioria desses prédios está desativada, apenas suas fachadas foram restauradas. No bairro também se encontram o Cine Teatro Recreio e a centenária Gameleira, árvore que empresta nome ao local. Rua Cunha Matos, Segundo Distrito. Aberta diariamente.

Museu da Borracha

Reúne acervo com documentos históricos do Acre, fotografias e peças de arqueologia e paleontologia. Possui mostra permanente de objetos e utensílios de extração do látex. Avenida Ceará, nš 1441, Centro. Segunda a sexta, 8h às 18h. Sábado e domingo, 16h às 21h.

Memorial dos Autonomistas

O espaço cultural tem arquitetura moderna e foi erguido em homenagem aos heróis que lutaram pela autonomia política do Acre. No prédio funciona uma galeria de arte, o Theatro Hélio Melo – com capacidade para 120 pessoas e espetáculos regulares – e o Café do Theatro. Avenida Brasil, s/nš, Centro. Terça a sexta, 8h às 18h. Sábado e domingo, 16h às 21h.

Parque da Maternidade

O maior parque de Rio Branco tem infra-estrutura de ciclovias, áreas verdes, anfiteatro, quadras de esportes, bares e restaurantes. Abriga a Casa dos Povos da Floresta, a Biblioteca da Floresta e a Casa do Artesão. No Centro, aberto diariamente. Parque Chico Mendes Uma casa de madeira localizada na entrada do parque expõe fotos e painéis com um resumo da vida do ambientalista Chico Mendes. Trilhas conduzem a um minizoológico com espécies amazônicas, como a onça- pintada, e à réplica de uma casa típica de seringueiro. Tem ciclovia, playground e quiosques que servem lanches. Rodovia AC-040, Km 7, Vila Acre. Terça a domingo, 7h às 12h e 14h às 17h.

Tentamen

A Sociedade Recreativa Tentamen foi fundada em 1924 para o lazer dos donos dos seringais, funcionários públicos e comerciantes. O prédio é todo em madeira e guarda fotos das antigas festas. Rua 24 de Janeiro, 239, Segundo Distrito. Segunda a sexta, 8h às 18h.


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Rio Branco

Passeios

Seringais

Para quem se interessar por conhecer mais sobre a vida nos seringais, dois municípios próximos de Rio Branco, Senador Guiomard (24 km) e Capixaba (62 km), têm comunidades de seringueiros que mantêm seu modo de vida, baseado no manejo sustentável dos recursos da floresta. Mais distante fica Xapuri (188 km), cidade onde nasceu Chico Mendes. O Seringal Cachoeira, localizado em uma densa floresta tropical, é a sede do Assentamento Agroextrativista Chico Mendes, onde ele viveu e trabalhou. Lá permanecem sua família e amigos. As cidades têm pouso e alimentação.

Países vizinhos

Em direção Oeste, ficam as fronteiras com a Bolívia e o Peru. Os aventureiros mais audaciosos podem chegar até o Pacífico, distante 1.900 km. A mítica cidade de Cusco, no Peru, está a meio caminho – 1.070 km. A fronteira com a Bolívia fica a 220 km de Rio Branco, nos municípios vizinhos de Epitaciolândia e Brasiléia. Mais 110 km, sempre na BR-317, e chega-se a Assis Brasil, na tríplice fronteira entre Brasil, Bolívia e Peru, por onde são escoados os produtos regionais para os portos marítimos do Oceano Pacífico, através da Carretera Interoceânica, cujo trecho até Urcos (a 45 km de Cusco) está sendo pavimentado. A partir dali, são mais 230 km até Puerto Maldonado, mais 510 km até Cusco. Outros 520 km e chegase a Arequipa, e mais 310 km se está em Ilo, às margens do Pacífico. Todas as cidades no caminho têm pouso e alimentação.


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Rio Branco

Gastronomia

A gastronomia acreana tem por base as culturas indígena e nordestina, além de receber influências dos povos andinos da Bolívia e do Peru e dos imigrantes sírios e libaneses. A mandioca, o peixe de água doce e a carne de sol se destacam no cardápio. O charuto (prato da culinária libanesa), o tacacá (de origem indígena) e a salteña (salgado típico boliviano) são vendidos nas praças do centro da cidade, lanchonetes e bancas do Mercado Novo.


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Artesanato

O artesanato local mescla cestarias indígenas, colares de contas vermelhas, sementes de açaí e jarina e miniaturas de pássaros em látex natural. As botas de borracha são o souvenir-símbolo de Rio Branco.

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Arredores

Porto Acre

Fundada por bolivianos no fim do Século XIX, Porto Acre é a mais importante cidade histórica do estado – foi cenário dos principais combates da revolução feita pelos seringueiros brasileiros para incorporar essas terras ao Brasil. Distante 57 km de Rio Branco, com acesso pela Rodovia AC-010, tem pouso e alimentação.

Pólo Ecoturístico do Vale do Juruá

Segunda maior cidade do Acre – com 74 mil habitantes –, Cruzeiro do Sul é considerada a capital do Vale do Juruá, rio que nasce no Peru, percorre o Acre e o Amazonas e deságua no Solimões. Essa hidrovia é de grande importância para as comunidades da região, onde as estradas são quase inexistentes. O principal atrativo do Pólo Ecoturístico do Vale do Juruá é a biodiversidade. Ali ficam o Parque Nacional da Serra do Divisor, na fronteira com o Peru, e as terras dos índios Ashaninka. Distante 710 km de Rio Branco, o melhor acesso é por via aérea – Cruzeiro do Sul tem aeroporto para aviões de médio porte. Curiosamente, a cidade mais próxima fica no Peru – Pucallpa, a 250 km de distância. Há também acesso rodoviário, pela BR-364, mas durante a estação das chuvas é praticamente intransitável – mesmo com veículos com tração 4x4, o viajante pode se deparar com árvores caídas, pinguelas derrubadas, igarapés invadindo a estrada... É uma empreitada para aventureiros experimentados em off road.


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Acessos

Por via rodoviária

Rio Branco tem ligação asfaltada com Porto Velho – e o restante do país – através da BR-364.

Por via aérea

Rio Branco tem aeroporto internacional. Vôos regulares para Rio Branco partem de Manaus (AM) com escala em Porto Velho (RO), e de Goiânia (GO) com escala em Brasília (DF).

Distâncias de Rio Branco

Brasília: 3.114 km
Porto Velho: 510 km


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